quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Depois de terminar a leitura de "Black Hole" de Charles Burns e me sentir completamente abalado com tudo.



Eu não cosigo me lembrar
a última vez que passei por aqui
foi há muito tempo
quando me ferí pra te segurar
por pouco, não foi tempo demais

Eu não me lembro quando pensei em voltar
foi uma armadilha do tempo
que me feriu a alma e nosos corações

E todos que nos diziam
que o tempo era justo
não andam mais pelas terras do mundo

Eu tenho que acreditar que as coisas são amáveis
Que eu vivo mais que isso
Que não choro pela vida dos outros
Eu serei mais que isso

E o curso que um dia
me levou ao redor das coisas
por tudo que existe
me deu um toque
que me fez ver a verdade

De minhas mãos para os meus olhos
de minha carne para o infinito
A diferença está no indivisível

Mas a vida tem se mostrado
bem mais ingrata pra mim
eu realmente sinto isso

Somente de onde vc está
E eu estarei
se existir um sentido
mostraremos nossa face

Para o mundo venenoso
Somos mais do que mentiras
Mais que pesadelos

Eu tento acreditar mais nisso
Eu viveria mais que isso
Eu choraria menos no final

Eu serei mais que isso.

Alguém se aproxima do dia
E diz ser alguém para mim
Somente porque teve vontade

E eu sou mais que isso
E eu sou mais que isso
Como serei mais do que mim mesmo

E você me pergunta onde estaremos
Se você puder
Vamos à frente

E se vão os medos
E se vão os transtornos
Eu lhe dou uma chance
Pra fugir sem mágoas
Deste mundo cercado

E a questão é
E a questão é
você aceitaria?

sábado, 13 de dezembro de 2008

Para suavizar um pouco as tempestuosidades dentro deste blog.

longe de nossos olhos

Por que não olhamos mais ao redor? E por que deixamos de enxergar o mundo e as coisas belas que estão por aí?
Quando criança, eu costumava vasculhar o jardim, a procura de criaturas como essa...

Poster


Usei como modelo meu grande amigo Fernando Prates da banda Carolida Diz, para este poster que apenas quer dizer: Gostamos de rock, não apenas rock, mas gostamos!

Tédio...

A criaturazinha aí foi criada em um momento de distração. Uma tempestade lá fora e tédio aqui dentro...


traços a mão com hidrocor, vetorizado em lustrator, colorido no photoshop.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mar de outubro

Quando o seu sorriso brilhou rumo ao olhar de meus pesadelos, uma fagulha ascenou do meio do escuro dos meus olhos. O abismo que existia entre meu mundo e eu mesmo, os medos, as farpas e maus passados, foram varridos com ventos de outubro. São poucas palavras, mas dizem de toda uma revolução pessoal, me pergunto porque não tinha lhe dedicado estas palavras até agora...

obrigado! Vamos em frente!!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Novamente sobre estes dias






Uma semana fria, muito fria.
Não que o clima estivesse realmente, mas foi assim que me sentí ultimamente. Enquanto meu interior estava a ponto de explodir, o mundo aqui fora estavam monótono e minhas reações às coisas fugiam de meu controle. E eu, na semana de meu aniversário, me sentí o menor possível.
Talvez não porquê os amigos estejam distantes, mas porque tenho medo que minha vida esteja acontecendo toda sobre uma esteira, que me leva pra lugares pré-determinados e me faz ter o mesmo, todos os dias.
Estou prestes a abandonar estes dias, viver de verdade e estar presente no meu mundo e no das pessoas que me cercam ou cercavam.
Dentro de 18 dias o trem pára e eu aceno para todos:

- pessoal, estou de volta!

Mas me pergunto:

Meus amigos estarão lá ainda? Serão os amigos, ainda amigos?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

só um comentário




Se não fossem as palavras, estaríamos perdidos no silêncio. Como as temos, nos perdemos dentro delas.
Os dias que temos são esses, só nos resta aproveitá-los para tentar criar outros.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A beleza está nas pequenas coisas




Estes dias querem me parar
e eu sigo sendo este desapercebido perdido pela casa

velhos amigos que já se foram
velhas canções me lembram dos tempos de risos

e o vento que sopra esta manhã
me diz tudo que quis até agora
e eu pergunto a mim mesmo
onde foram parar meus medos?
e pra onde foram todos que me cercaram um dia?

onde eu tentei te segurar por dias inteiros
onde eu pedí aos pesadelos para retornarem
o abismo me escolheu
e eu sigo sem memória

eu vejo esta luz tocar o chão, as paredes e minha alma
sinto o calor dos raios da manhã no rosto e nas janelas
segue em paz o calor dos dias

e eu tento agarrar o tempo

e eu tento viver mais um dia, novamente.

sábado, 20 de setembro de 2008

Experimentando colorizações manuais.

O paraíso perdido infantil

Estive um pouco distante das coisas. Os medos me afastaram dos ventos da rua, das brisas da manhã e do sol nas montanhas. Mas aos poucos minhas coisas voltam ao mundo e meu mundo se abre às coisas novamente.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dia de chuva. Me voltem os dias livres!



A bloggterapia até agora não tem surtido efeito algum. Mas de qualquer forma o momento de escrever algo, libertar sentidos nos ventos virtuais, faz algo de diferente neste corpo inquieto e saudosista por um dia de chuva.
Que venham os amanhãs, o hoje já está ocupado.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobrevivendo aos dias

Finalmente estou aqui, tentando dar luz a um espaço vazio no meio do nada.
Uma semana depois de ter uma crise de pânico, resolví que estava na hora de retomar as coisas que sempre me fizeram seguro nas horas de agruras. Espero estar assim, presente o resto de meus dias.
Voltei a desenhar com seriedade, já é um começo.


sexta-feira, 21 de março de 2008

O sonho dos quartos infinitos

Nada mais que uma exploração criativa à serviço da necessidade de trazer ao mundo, uma parte nova de um ser comum.

em breve, minhas infinitas, doces e paliativas ilusões: